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2.6.12


AUSTEN, Jane. Persuasion

 ‘Perhaps I shall. – Yes, yes, if you please, no reference to examples in books. Men have had every advantage of us in telling their own story. Education has been theirs in so much higher a degree; the pen has been in their hands. I will not allow books to prove any thing.’

AUSTEN, Jane. Persuasion

‘Yes. We certainly do not forget you, so soon as you forget us. It is, perhaps, our fate rather than our merit. We cannot help ourselves. We live at home, quiet, confined, and our feelings prey upon us. You are forced on exertion. You have always a profession, pursuits, business of some sort or other, to take you back into the world immediately, and continual occupation and change soon weaken impressions.’

24.11.11

BEZERRA, Paulo. O laboratório do gênio (posfácio de O duplo)

Literatura é arte feita de discurso, e arte é incompatível com literalidade, logo, o tradutor deve praticar a fidelidade ao espírito da obra, ao clima dos diálogos, deve encontrar o tom (...). Há momentos em que não basta ao tradutor conhecer o significado das palavras da língua de partida; precisa aprender a senti-las, saber captar a afetividade da sua entonação para interpretar seu real sentido e trazê-lo para a língua de chegada em linguagem adequada. Para tanto é mister que fale fluentemente a língua de partida, para poder ouvir sua oralidade e entender o que um escritor faz dela, porque o tradutor não traduz língua, traduz linguagem. E toda linguagem tem sua carga específica de afetividade, modo de ser da subjetividade das criaturas do mundo real convencionadas como personagens.