Showing posts with label passado. Show all posts
Showing posts with label passado. Show all posts

21.3.12

WOOLF, Virginia. O quarto de Jacob

Cada um trazia o passado trancafiado dentro de si, como páginas de um livro conhecido de cor; e os amigos só podiam ver o título, James Spalding, ou Charles Budgeon, e os passageiros que seguiam em direção oposta não podiam ler coisa alguma exceto “homem de bigode vermelho”, “rapaz de cinza fumando cachimbo”.

19.3.12

CALVINO, Italo. As cidades invisíveis

Os futuros não realizados são apenas ramos do passado: ramos secos.

CALVINO, Italo. As cidades invisíveis

Tudo isso para que Marco Polo pudesse explicar ou imaginar explicar ou ser imaginado explicando ou finalmente conseguir explicar a si mesmo que aquilo que ele procurava estava diante de si, e, mesmo que se tratasse do passado, era um passado que mudava à medida que ele prosseguia a sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, não o passado recente ao qual cada dia que passa acrescenta um dia, mas um passado mais remoto. Ao chegara uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembrava existir: a surpresa daquilo que você deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos.

7.2.12

SARAMAGO, José. Claraboia

Duas mulheres velhas e duas que já voltavam costas à mocidade. O passado para recordar, o presente para viver, o futuro para recear.

18.8.11

ECO, Umberto. Reflection on 'The name of the rose'

I think of the postmodern attitude as that of a man who loves a very cultivated woman and knows he cannot say to her, ‘I love you madly’, because he knows that she knows (and that she knows that he knows) that these words have already been written by Barbara Cartland. Still, there is a solution. He can say, ‘As Barbara Cartland would put it, I love you madly’. At this point, having avoided false innocence, having said clearly that it is no longer possible to speak innocently, he will nevertheless have said what he wanted to say to the woman: that he loves her, but he loves her in an age of lost innocence. If the woman goes along with this, she will have received a declaration of love all the same. Neither of the two speakers will feel innocent, both will have accepted the challenge of the past, of the already said, which cannot be eliminated; both will consciously and with pleasure play the game of irony ... But both will have succeeded, once again, in speaking of love.

19.5.11

LISPECTOR, Clarice. A bela e a fera

Este é um momento? Pergunta em voz bem alta. Não, já não é mais. E este? Já agora também não. Só se tem o momento que vem. O presente já é passado. Estire os cadáveres dos momentos mortos em cima de minha cama. Cubra-os com um lençol alvo, ponha-os num caixão de menino. Eles morreram crianças ainda, sem pecado. Eu quero momentos adultos!