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20.5.11

LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres

Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do Nada sozinho e sozinho bater em silêncio de uma taquicardia nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós fomos feitos senão para o pequeno silêncio, não para o silêncio astral.

18.4.11

MISHIMA, Yukio. Neve de primavera

O mar terminava a poucos metros de onde estava. O mar, grande e vasto, com toda sua poderosa força, acabava bem ali, diante dos seus olhos. Seja margem do tempo ou do espaço, não há nada mais assombroso do que uma margem.