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24.4.12


PAZ, Octavio. Os filhos do barro

A rotação dos signos é uma verdadeira espiral, em cujas voltas surgem, desaparecem e reaparecem, alternadamente mascaradas e nuas, as duas irmãs – analogia e ironia. Poema anônimo coletivo e do qual cada um de nós, mais que autor e leitor, é uma estrofe, um punhado de sílabas.

PAZ, Octavio. Os filhos do barro

O poema não é apenas uma realidade verbal, é também um ato. O poeta diz e, ao dizer, faz. Este fazer é sobretudo um fazer-se a si mesmo: a poesia não é só autoconhecimento, mas também autocriação. O leitor, por sua vez, repete a experiência da autocriação do poeta e assim a poesia encarna-se na história.

7.2.12

LARBEAU, Valéry. Sous l'invocation de Saint Jérôme

O fato mesmo de que isto, este verso, esta frase entre aspas venha de outro lugar, alarga o horizonte intelectual que traço em torno do leitor. É um apelo ou antes uma chamada, uma comunicação estabelecida: toda a Poesia, todo o tesouro da literatura evocados brevemente, relacionados com minha obra no pensamento daquele que lê.

31.7.10

MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura

Dizer que um autor é um leitor, ou um leitor, um autor, considerar um livro como um ser humano ou um ser humano como um livro, descrever o mundo como texto ou um texto como o mundo são formas de nomear a arte do leitor.
MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura

O papel do leitor talvez seja tornar visível aquilo que a escrita sugere em alusões e sombras.

3.7.10

BORGES, Jorge Luis. Lecturas

Un libro es una cosa dentre las cosas, un volumen perdido entre los volúmenes que pueblan el indiferente universo, hasta que da con su lector, con el hombre destinado a sus símbolos. Ocurre entonces la emoción singular llamada belleza... Ojalá seas el lector que este libro aguardaba.